Os Jogos Olímpicos!
Este Verão vamos ter de novo o prazer de testemunhar a acensão e a queda de muitos heróis.
São os últimos preparativos! Todos querem chegar no máximo das suas capacidades, Muitos conquistam a sua presença ao fim de muitos anos de treino, outros são valentes repetentes. Como conseguem? De onde vem a sua força?
Aquilo que chamamos de proezas, de impossíveis, de milagres do corpo humano resulta da progressão da força. Esta progressão não é aleatória. O treino permite treinar as nossas intenções. Ordená-las, para desejar a vitória com uma precisão sobrenatural.
Quando todo o mundo se orienta por “objectivos” eis que surgem estes heróis. Estes atletas, que nos fazem acreditar noutro mundo. No mundo das “expectativas”.
O que adianta estabelecer bons objectivos, mas não ter a coragem nem a esperança para percorrer o entretanto? Sabemos esperar pelos resultados? Compreendemos que o nosso corpo precisa de tempo para reagir e adaptar-se?Conseguimos permanecer pacificamente encantados com a expressão “esforço diário”?
Treinar é escrever uma história mágica, feita com coincidências, de viagens únicas, de amizades pouco prováveis e de destinos cruzados.
Treinar é, também, um salto de fé.
Todos estes magníficos atletas adormecem tranquilos, sabendo que passaram o dia a fazer, a sentir e a entender o que não faziam, não sentiam e (ainda) não entendiam.
Passam meses, anos e décadas nisto. São os bravos das histórias “era uma vez”.
Mas a história “era uma vez” precisa de muitas histórias “foram duas, três, quatro vezes”. Na repetição esforçada até ao prémio, nem sempre é justo o caminho, com o peso do esforço, sempre progressivo. Não se pode fugir do esforço. Os heróis não fogem do esforço.
Saber permanecer focado no caminho é o segredo dos que não se perdem. Só chega ao destino quem esteve atento ao caminho. Ás vezes, ser herói é conseguir fazer o caminho de regresso. Saber voltar – eis um bom objectivo: saber voltar a casa.
Força Progressiva
..no jogo do esforço, só não ganha quem desiste..
Contaram-me na faculdade, um dia, uma história para explicar o princípio da carga progressiva, conceito necessário para garantir a melhoria da força. E começa assim:
“Era uma vez, um rapaz que vivia no sul de Itália, há muitos anos atrás. A sua actividade favorita era entrar em lutas, aceitando o desafio de qualquer um para ganhar prestígio e saborear as vitórias com os seus amigos, em grandes festas. Mas havia um problema. Ele perdia sempre. Perdia porque todos tinham mais força. Mas a sua sorte ia mudar. Um amigo, durante um almoço de família, sugeriu que começasse a treinar com aquilo que tinha e que fosse aumentando, todos os dias, um bocadinho mais…
..anos mais tarde este rapaz, crescido e treinado, ganha 6 vezes consecutivas os Jogos Olímpicos.
Como conseguiu? Bem, ele começou a carregar às costas, todos os dias, um bezerro.. o treino acabava quando o touro, em cima dele, atingia o 4º aniversário. O método foi repetido durante 24 anos.”
Nas ruas, a confiança de MILO, não passava despercebida. Quer na roupa, quer no calçado, MILO era muito forte.
Chega de histórias:
Vamos trocar o bezerro por exercícios e vamos mudar os anos para minutos.
A ideia é preparar estas 6 estações e percorrê-las, fazendo 6 repetições em cada estação, durante 6 minutos. No final dos 6 minutos de acção deve descansar durante 6 minutos, antes de começar uma nova ronda. Dependendo da sua energia, deve tentar concluir 1 a 2 rondas, diariamente.
A progressão sugerida é o aumento de 1 repetição e 1 minuto (acção e descanso) por mês. Assim a dinâmica para estas 6 estações fica:
JUNHO = 2 rounds de (6 minutos : 6 repetições) com 6 minutos de pausa.
JULHO = 2 rounds de (7 minutos : 7 repetições) com 7 minutos de pausa.
AGOSTO = 2 rounds de (8 minutos : 8 repetições) com 8 minutos de pausa.
Estação 1
Empurrar – Com as mãos ao lado do tronco, com os dedos virados ligeiramente para dentro, empurrar o chão de forma a elevar o tronco. Se estiver fácil, poderá trocar o apoio dos joelhos, ficando apenas com os pés e as mãos no chão.
Estação 2
Agachamento – A flexão simultânea dos joelhos deve ser acompanhada de uma ligeira inclinação do tronco à frente.
Estação 3
Flexão da Coluna – com as mãos colocadas na zona lombar, uma perna flectida e a outra esticada, o movimento inicia-se, lentamente, levantando a cabeça e afastando os ombros a pouca altura do chão. O movimento contrário, de aproximação dos ombros e da cabeça ao chão, também deve ser realizado com velocidade baixa. Executar de forma contínua todas as repetições. Trocar a posição das pernas e fazer o mesmo número de repetições prescritas.
Estação 4
A: Pés e mãos apoiadas no chão.
B: Colocar um dos pés em baixo do tronco e no meio das duas mãos.
C: Retirar a mão, do mesmo lado da perna que avançou, e rodar o tronco de forma a alinhar os dois braços.
Voltar à posição inicial (A) e executar para o lado contrário.
Estação 5
PRANCHA DV – Com os pés e os antebraços apoiados no chão, manter o alinhamento do corpo, de forma a ter a bacia à mesma altura dos ombros. Afastar, alternadamente, um dos pés. A contagem da repetição inclui a execução para os dois lados.
Estação 6
PRANCHA DL – Com o apoio do antebraço (o cotovelo deve ficar debaixo do ombro) e da parte lateral do pé, tentar afastar a parte mais lateral da bacia do chão. Fazer o mesmo número de repetições, para o lado contrário.
Bons Treinos, e Bom Verão Olímpico!
Se precisar de ajuda, estarei à distância de um click!



















Junho 28, 2012
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